12/03/2007 21:43
O poeta perdido
No meio da selva
Surge o poeta tolo
Em meio à fauna
Dormindo ao relento
Deseja acordar
Mas seu sono o deseja mais
Mais vale celebrar a vida sonhada
Que abrir olhos e ver lutas brutais
Coração perfurado por versos
Não sente a dor dos espinhos
Fecha os olhos num instante
E sente o cheiro das flores
Pobre poeta sonhador
Que sonha o irreal
Que fecha os olhos pra vida
E acorda no impossível
Porém há de se perguntar
Se está dormindo de verdade
Ou se é o único acordado
Num mundo de sonâmbulos
Sente cada pingo de chuva
Como se fossem beijos de Deus
Sente o fogo na pele
Como um abraço caloroso
O poeta é um otimista
De certo um ingênuo
E ao redor os tolos o olham
E pensam dele com desprezo
Afinal como ele é tolo
Vendo luz onde há escuridão
Na tolice encontra alegria
Na alegria não vive a vida em vão
Os que passam e olham pra ele
Aqueles mesmos que o desprezam
Na hora do desespero
Se ajoelham, fecham os olhos e rezam.
enviada por Turner
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